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Migração para IPv6 cria nicho de negócios

29/09/2010 - ITweb

MIGRAÇÃO PARA IPV6 CRIA NICHO DE NEGÓCIOS

 
Empresas que pensam a longo prazo já trabalham com pilha dupla, mas a maioria dos gestores não tem a questão como prioridade
 

Com o esgotamento da reserva de endereços eletrônicos que trabalham com o antigo protocolo IPv4, algumas empresas viram justamente uma oportunidade de ganhar dinheiro. É o caso da provedora de infraestrutura de TI Alog Data Centers. “Investimos R$ 1 milhão para oferecer ao mercado uma solução completa para a migração para o IPv6”, diz Raphael Bittencourt, gerente de redes.
 

Cerca de 23 mil sites de pequenos negócios gerenciados pela Alog já trabalham em pilha dupla, suportando tanto o formato IPv4 como o IPv6. Há ainda um total de 150 projetos maiores, mantidos por companhias de médio e grande porte. Para esses clientes, a mudança experimentada é transparente.
 

Os administradores de rede precavidos, no entanto, estão mais tranquilos do que os demais. “Nas minhas estimativas, o momento crítico deve acontecer daqui a dois anos”, avalia Bittencourt.
 

No entanto, as previsões catastróficas para um 2012 apocalíptico não precisam ser levadas a sério. Toda a rede baseada no padrão IPV4 continua rodando normalmente. Por outro lado, projetos de grande porte que pressupõem alocação de vários endereços IPs podem ser impactados.
 

Âmbito internacional
Internacionalmente, até o começo de setembro, cerca de 94,5% dos endereços IPv4 possíveis já tinham sido ocupados, segundo dados da American Registry for Internet Numbers (ARIN), entidade responsável pela distribuição desse tipo de endereçamento nos Estados Unidos.
 

Como é costume do brasileiro, boa parte dos administradores de TI estão deixando o problema para a última hora. Ao contrário desse comportamento, nos Estados Unidos, por exemplo, setores altamente competitivos e informatizados já estão cuidando do problema.
 

Pesquisa divulgada neste mês pela Number Resource Organization (NRO), com cerca de 1.500 operadoras de rede, mostra que 84% delas já alocaram endereços IPv6 ou planejam fazê-lo em breve. O estudo apurou que somente 16% não tinham planos para a migração.
 

No Brasil, não há pesquisa sobre o assunto. O tópico, no entanto, não aparece com alta prioridade nas decisões de alocação de verba na maioria das empresas (mesmo nas mais dependentes da internet). A perspectiva é de que o assunto seja tratado de maneira urgente quando os últimos endereços do modelo antigo estiverem se esgotando. Nesse caso, correr atrás do prejuízo vai custar, certamente mais caro.
 
por Tagil Oliveira Ramos | especial para o IT Web
 

Link: ITweb



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