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Fusão entre produtoras de Software

17/08/2011 - Computerworld

PROGRAMA INCENTIVA FUSÃO ENTRE PEQUENAS PRODUTORAS DE SOFTWARE

 
Iniciativa é da Softex para criação no Brasil de grupos fortes, como a Totvs.
Preocupadas com o apetite de investidores internacionais que estão comprando grandes empresas brasileiras de TI, pequenas produtoras de software e prestadores de serviços se movimentam em busca de alianças estratégicas para se fortalecer no mercado local e vislumbrar oportunidades no exterior.
 
O estímulo para que elas se tornem grandes vem de um programa criado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). A iniciativa conta com 2 milhões de reais para apoiar projetos de associações e tem a meta de formação de dez novos grupos no setor no prazo de dois anos.
 
O Programa Softex de Alianças Empresariais (PAEMP-Softex) tem o objetivo de aumentar a competitividade da indústria nacional de TI, criando companhias mais robustas com capacidade de atuar dentro e fora do Brasil. O modelo de negócio proposto é o de fusões e aquisições, consórcios e joint venture.
 
A iniciativa se baseia em um estudo realizado no Brasil pela Softex, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT), que identificou que o País está perdendo market share para as multinacionais e que precisa incentivar a criação de empresas grandes, inspiradas no modelo bem-sucedido da Totvs. Hoje, produtora nacional de software de gestão empresarial (ERP) é a maior do setor na América Latina e lidera nesse segmento no Brasil, com participação de 48,6%, segundo estudos do Gartner. A empresa brasileira também aparece no sexto lugar do ranking mundial, segundo o instituto de pesquisas. 
 
A Totvs é resultado da fusão entre Microsiga, Datasul, RM Sistemas e Logocenter. Nos últimos anos, a companhia comprou mais de 20 produtoras brasileiras de software para ganhar vantagem competitiva frente aos concorrentes internacionais como SAP, Oracle e Microsoft. Em vez de desenvolver aplicativos do zero para atender determinados segmentos do mercado, a companhia adquire tecnologias prontas e encurta o tempo de entrega das soluções aos seus clientes.
 
Benefício das associações
 
O vice-presidente da Softex, Arnaldo Bacha, destaca que o mercado brasileiro de TI tem despertado muito interesse dos investidores estrangeiros, que já realizaram no País diversos acordos de fusões e aquisições. As transações mais recentes são a compra da Politec pela espanhola Indra e da Cimcorp pela norte-americana Midas Medici. No ano passado, foram registradas transações como a da CPM Braxis pela Capgemini; Alog pelo Equinix/Riverwood Capital; Tivit pelo Apax Partners; e Locaweb por Silver Lake.
 
“As fusões trazem benefícios financeiros e mercadológicos. Existem muitas dificuldades entre as empresas de software. Queremos que as companhias brasileiras se juntem”, afirmou Bacha, lembrando que esse movimento é global, estimulado pela demanda de novas tecnologias para cloud computing, redes sociais e segurança da informação.
 
O consultor da Ernst & Young, Viktor Andrade, especialista em fusões e aquisições, confirma que a situação favorável da economia brasileira está estraindo investidores estrangeiros para o País, interessados em comprar principalmente empresas de TI estabilizadas para encurtar o caminho das operações locais. Ele considera que as associações locais fortalecem as empresas não apenas para enfrentar esses concorrentes, mas também para valorizar esses negócios.
 
De acordo com o consultor, as empresas precisam, além de ter produtos e serviços inovadores com potencial de mercado, de governança corporativa, bons talentos e estar em dia com as leis. O presidente da  Associação Brasileira de Tecnologia da Informação (Brasscom), Antonio Rego Gil, diz que a maioria das companhias brasileiras de software e serviços de TI são pequenas e frágeis, principalmente em relação às questões trabalhistas, o que as afasta do mercado de capitais.
 
O presidente da Brasscom fez um apelo aos empresários de software e serviços de TI, que serão beneficiados pela desoneração da folha de pagamento aprovada pelo Plano Brasil Maior do governo federal, que aproveitem a redução do custo de 20% da cobrança do INSS para formalizar os contratos de trabalho. ”O Brasil precisa de empresas mais fortes, maiores e éticas também”, disse Gil.
 
Apoio do programa
 
O PAEMP-Softex vai apoiar associações de micro e pequenas empresas, oferecendo consultoria necessária para união das operações. O diretor de Qualidade e Competitividade da Softex, José Antonio Antonioni, acredita que essa é uma das saídas para garantir a sobrevivência dos pequenos negócios do setor. Ele afirma que cerca de 90% do mercado brasileiro de software e prestadores de serviços de TI é composto por companhias desse porte, que geram muito empregos, mas que não têm muito poder de vendas por causa da concorrência com as grandes fornecedoras.
 

Antonioni observa que atualmente os maiores compradores de TI são o mercado financeiro, governo e indústrias de manufatura, que dificilmente contratam pequenos fornecedores. São clientes, que na maioria das vezes, recorrem a multinacionais como SAP, Microsoft, Oracle, Accenture etc. “Cerca de 80% dos contratos estão nas mãos de empresas internacionais”, calcula o executivo.
O diretor da Softex diz que o novo programa tem a meta de aumentar a participação da indústria nacional no mercado brasileiro de TI. O plano inicial é fazer com que elas ganhem musculatura para competir no País, criando produtos e soluções de qualidade que possam ser exportados.
 
Teevo é primeiro projeto
 
O novo programa da Softex conta com apoio de consultorias do mercado que ajudam empresas a unirem suas operações. O primeiro anunciado esta semana durante o II Congresso Softex de Alianças Empresariais (Conati), que encerrou hoje (17/8), em São Paulo. É o grupo gaúcho Teevo, resultado da fusão entre quatro empresas de TI que são: ABYZ TI, Latin Tec, Mi Informática e SK Tecnologia, todas estão localizadas no RS.
 
As quatro empresas se encontraram no seminário do Conati no ano passado, perceberam que tinham soluções complementares e resolveram somar esforços. Com ajuda dos consultores da Softex, as companhias criaram a Teevo, (nome que quer dizer “tecnologia com evolução”), que nasce com uma base de cerca de 4 mil clientes e presença em 288 cidades, espalhadas por 16 Estados do Brasil.
 
O novo grupo emprega 140 funcionários e espera faturar 100 milhões em 2012, o dobro dos 50 milhões previstos para 2011. “Criamos uma empresa de TI de nível global com talentos e serviços diferenciados”, afirma o presidente da Teevo Celso Furlin. Segundo ele, a companhia se fortaleceu com a fusão e tem intenção de adquirir outros negócios. A primeira compra da Teevo é um data center para suportar suas operações. O nome da empresa e valor da transação não foram revelados.
 
Link: Computerworld



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