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Cresce mobilização em torno do IPv6

23/04/2012 - TI Inside

O Campus Party, evento que aconteceu em São Paulo, no início de fevereiro, foi um dos testes de aplicação do novo protocolo da internet, o IPv6, aqui no Brasil. Mas não uma grande estreia. Há provedores de serviços, como a Alog e o Mandic a espera apenas de um sinal verte para virar a chave dos protocolos. Eles contam com o apoio e monitoramento do Comitê Gestor da Internet Brasileira e também dos fabricantes que aceleraram o passo da homologação dos seus equipamentos ao novo cenário.

 

A demanda pelo IPv6 vem aumentando gradualmente, a começar pela intensificação da busca por informações sobre como tornar a adaptação ao novo protocolo o mais suave possível. Durante o Campus Party Brasil 2012 foram feitos testes do novo protocolo, com vários portais habilitando servidores próprios, que funcionaram tanto com IPv6 como com IPv4.

 

Na Alog Data Centers do Brasil, empresa provedora de serviços de infraestrutura de TI, prestadores de serviços de TI, de computação em nuvem e de telecomunicações formam o grupo de “early adopters”.   O objetivo dos testes é que a migração seja feita de forma gradual, sem uma data definida para virada.

 

O IPv6 aumenta o número de endereços IP disponíveis para conexões futuras, uma vez o que os endereços IPv4 estão se esgotando na maioria das regiões do mundo.

 

A tecnologia promete ser o caminho para garantir que a internet continue crescendo e avançando pois, com maior capacidade de espaço, saltando de 32 para 128 bits, o novo padrão terá 79 trilhões de vezes a quantidade disponível atual no IPv4, com 4.294.967.296 de endereços IP.

 

“Para as empresas que consideram a adoção do IPv6, recomendamos um levantamento dos principais desafios relacionados a sua infraestrutura de TI: equipamentos compatíveis, implantação do protocolo, manutenção reativa e preventiva da nova estrutura (adaptada) e treinamento do time responsável por essa nova estrutura”, diz Victor Anaud, diretor de marketing e processos da Alog.

 

Segundo ele, essas são as quatro principais categorias de custos relacionadas com a transição. Em alguns casos, a adaptação das aplicações legadas também pode se apresentar como um grupo de custos consideráveis para adaptação, mas são casos mais específicos. O IPv4 e o IPv6 ainda conviverão por um bom tempo, e a interoperabilidade entre os protocolos deve ser considerada em todas as etapas dessa adaptação.

 

Equipamentos

Por se tratar de um protocolo novo, o IPv6 demandará mudanças nos roteadores, switches e firewalls, além de impactar nos sistemas operacionais e nos programas de computador. HP e D-Link são exemplos de fabricantes que anunciaram, recentemente, novos portifólios de produtos e serviços que simplificam a migração para o ambiente.

 

A HP anunciou, no dia 07 de fevereiro, serviços para redes e data centers focados em tornar a migração mais tranqüila e acelerar a conectividade no novo padrão para clientes e parceiros. Entre as maiores preocupações das organizações, diz a fabricante, estão possíveis interrupções nas redes existentes e a introdução de vulnerabilidades de segurança durante a transição.

 

Já a D-Link informa que concluiu com sucesso a nova rodada de testes de interoperabilidade do IPv6, no terceiro IPv6 Customer Edge (CE) Router Interoperability Test Event da University of New Hampshire InterOperability Laboratory (UNH-IOL).

 

Essa foi a segunda participação bem-sucedida da fabricante em evento de teste UNH-IOL IPv6 CPE, depois de ter se tornado uma de apenas duas fornecedoras a passar o programa de teste anterior, que aconteceu em junho de 2011.

 

Experiência

“Em empresas como a Alog, não nos limitamos a iniciativas como o IPv6 day ou a semana IPv6. Já vivemos o protocolo todos os dias do ano. E apoiamos as empresas que pretendem se adaptar ou estão se adaptando ao novo protocolo em regime 24x7x365”, diz Arnaud. Segundo ele, a rede do data center já funciona de forma ininterrupta no modo conhecido como “dual-stack” (IPv4 e IPv6) e esse é um dos motivos que lhes permite duplicar a oferta aos clientes.

 

A Alog começou a implantar IPv6 no último trimestre de 2009, a partir da substituição dos ativos centrais da rede e, posteriormente, com outros dispositivos e serviços da infraestrutura. Atualmente, os serviços corporativos oferecidos pelo data center já suportam o IPv6 (pilha dupla), e clientes podem ativar o protocolo logo no início da implantação de seus projetos.

 

Até o final do 1º semestre de 2010, haviam sido investidos R$ 1 milhão na adaptação. Depois disso, o projeto passou a considerar o IPv6 como parte do dia a dia, com os investimentos posteriores consolidados no orçamento de manutenção evolutiva da infraestrutura de rede da Alog. “Todos já considerando o protocolo IPv6 como requisito obrigatório”, indica Arnaud.

 

Todos os novos equipamentos e softwares já são comprados com suporte a IPv6. Os treinamentos sobre o novo protocolo são obrigatórios para colaboradores com tarefas relacionadas a redes, e novos projetos de clientes já são ativados com o novo protocolo, caso seja demandado.

 

Por que resolveu se antecipar? Victor Anaud explica que a Alog tem, hoje, condições de auxiliar seus clientes na maioria dos desafios enfrentados para adaptação a um modelo de outsourcing de data center. “Por isso, acreditamos que o pioneirismo serviria como mais um argumento concreto de nossa expertise no assunto. Se compararmos com empresas que iniciaram a implantação em 2011 ou 2012, considero que já temos pelo menos 2 anos de experiência com implantação e manutenção do protocolo IPv6 em projetos internos e de clientes. Um expertise fundamental para a gestão de projetos complexos de adaptação ao novo protocolo”, conclui.

 

Porquês

A Internet surgiu para interligar os centros de pesquisas relacionados ao departamento de defesa dos EUA e logo foi aberta às universidades. Em 1983, havia 300 computadores conectados. O problema é que o crescimento da internet foi além dos muros das universidades e algumas falhas estruturais começaram a aparecer em 1993. Naquela época havia uma estimativa de que os endereços IP poderiam se esgotar em três anos. Uma iniciativa para evitar esse colapso foi o projeto Internet Protocol New Generation (IPNG), que resultaria em melhorias no protocolo IPv4, que vem sendo adotado desde setembro de 1981, e na criação do atual IPv6. Esse último, é preciso esclarecer, não é uma extensão do IPv4 e sim um novo protocolo.

 

A partir de 1993, quando o medo de esgotamento de endereços IP começou a ser ventilado, órgãos reguladores como o IANA e o Internet Assigned Number Authority (ICANN) lançaram mão de ações paliativas para adiar esse esgotamento. Dentre estas ações, destacaram quatro frentes de trabalho: CIDR, RFC 1918, NAT, DHCP. O CIDR, que eliminou o sistema que dividia os endereços por classes, permitiu o agrupamento por blocos de endereços de tamanhos que variavam de acordo com a demanda. Com o CIDR também foi possível o uso mais racional do espaço para endereçamento a agregação de prefixos nas tabelas de roteamento, cujo crescimento também era acentuado. O RFC 1918 definiu faixas de endereços privados, não válidos para internet, para uso em redes corporativas. A tecnologia NAT permitiu que com um único endereço válido na Internet, toda uma rede de computadores, usando endereços privados, seja parcialmente conectada. Por último, houve o lançamento do o DHCP, um protocolo faz alocação dinâmica de endereço IP, o que permitiu aos servidores reutilizarem endereços fornecidos aos clientes para conexões não permanentes.

 

No final de 2010, a IANA (Autoridade de Números Atribuídos na Internet, na sigla em inglês) alertou que restavam apenas 2% dos blocos de endereços IPs da Internet. O “estoque” deve esgotar até o final de 2012 e, se não houver a migração, o crescimento da Internet será prejudicado e há risco eminente de ruptura no fornecimento de serviços. Para entender o que houve com os 4.294.967.296 endereços do padrão IPv4, relatório da IANA aponta que em 1999 havia 107 bilhões de endereços. Em 2009, esse número não passava de 17 bilhões.

 

Fonte: TI Inside



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